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Quanto custa um vídeo
de imóvel?

Orçamento por minuto é a forma mais rápida de comprar vídeo caro. O preço mora em outro lugar, e dá para enxergar antes de assinar.

Gabriel Mors
Gabriel Mors Fundador da MORS · Arquiteto de marcas que dominam o mercado 25 de setembro de 20269 min de leitura
Câmera de cinema montada em tripé dentro de um estúdio escuro
O equipamento aparece na proposta. O que custa é o tempo de quem opera.

Toda conversa sobre vídeo de imóvel começa pelo lugar errado: quanto custa o minuto.

A pergunta parece objetiva, e é por isso que ela engana. Ela transforma um trabalho de produção em uma medida de tempo de tela, como se um minuto de imagem tivesse um preço de tabela igual ao do metro de tecido.

Quem compra por minuto costuma pagar mais caro por menos resultado. E quase sempre descobre isso depois, quando a peça está pronta e não serve para o que precisava.

O que realmente forma o preço

Um vídeo tem quatro custos, e nenhum deles é o minuto final.

Repare que só o último item tem relação com a duração. Os outros três são os mesmos para uma peça curta e para uma longa.

Comprar vídeo por minuto é como comprar obra por metro de parede pintada. O número existe, mas não descreve o trabalho.

Por que a proposta barata costuma sair cara

Existe um jeito garantido de derrubar o preço de um orçamento de vídeo: tirar tempo. Menos tempo no imóvel, menos tempo de edição, menos gente.

O resultado aparece em detalhes que o cliente sente mas não nomeia. A luz da sala não valoriza o ambiente. O corte não tem ritmo. A imagem está correta e não está bonita. E aí vem a frase clássica: o vídeo ficou bom, mas não parece o imóvel.

O imóvel não mudou. O que faltou foi tempo para fazer ele parecer com o que é.

O teste que separa proposta de preço de proposta de projeto

Peça para os dois orçamentos descreverem a mesma coisa: quantas diárias, quantas pessoas, quantas versões finais, quantas rodadas de ajuste e quem responde se o resultado não agradar.

Quando as duas propostas respondem isso, a diferença de preço deixa de ser mistério. Em geral uma delas está vendendo menos trabalho pelo mesmo nome.

O uso decide o valor, não a duração

Um filme de trinta segundos que roda em anúncio por seis meses trabalha mais do que um institucional de três minutos que fica parado no site.

É por isso que a pergunta útil não é quanto custa o minuto, e sim quanto tempo essa peça vai trabalhar e em quantos lugares. Uma produção que gera o filme principal, os cortes verticais para redes e as fotos do banco de imagens custa mais em um dia e rende durante todo o lançamento.

Quando a MORS orça produção audiovisual, a conta começa pelo destino da peça. Anúncio, stand, apresentação para investidor e feed do corretor pedem coisas diferentes da mesma gravação.

Três erros que encarecem sem melhorar

Gravar sem roteiro comercial

Sem decidir antes o que o filme precisa provar, a equipe grava de tudo um pouco. O material fica grande, a edição fica longa e a peça fica genérica. Roteiro não é burocracia, é economia.

Pedir alterações sem critério

Rodada de ajuste é normal. Ajuste sem critério é retrabalho, e retrabalho entra no preço da próxima vez, ou sai da qualidade desta.

Comprar uma peça quando o problema é a operação

Às vezes o vídeo não resolve porque o problema não era vídeo. Era o anúncio, o atendimento ou o preço do produto. Nesse caso, qualquer orçamento é caro.

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O que muda entre gravar um imóvel pronto e gravar um lançamento

São dois trabalhos diferentes vendidos com o mesmo nome, e essa confusão é responsável por boa parte dos orçamentos que parecem fora de lugar.

No imóvel pronto, existe o que filmar. A equipe chega, encontra o espaço construído e o trabalho é revelar o que já está lá: a luz que entra às dez da manhã, o pé direito, a vista da sacada, o caminho que os olhos fazem ao entrar na sala.

No lançamento, não existe nada. Existe terreno, maquete, planta e promessa. O filme precisa construir na cabeça de quem assiste um lugar que ainda não foi levantado, e isso exige recursos que o imóvel pronto dispensa: imagem aérea da região para dar contexto, 3D para mostrar o que virá, roteiro que fala de vizinhança, rotina e futuro em vez de mostrar paredes.

Filmar o que existe é revelar. Filmar o que não existe é construir. O segundo custa mais porque é mais trabalho, não porque é mais chique.

Quanto tempo leva, do briefing ao arquivo final

Prazo é preço disfarçado. Toda produção tem um caminho que não dá para pular sem perder qualidade em algum ponto.

Quando alguém promete um prazo muito menor que o dos outros, vale perguntar qual dessas etapas encolheu. Normalmente é a primeira, que é justamente a que decide se o filme vai funcionar.

O que pedir na proposta antes de comparar preço

Uma proposta de vídeo que não responde estas perguntas não é comparável com nenhuma outra:

O último item derruba mais campanha do que se imagina. Trilha sem licença correta gera bloqueio na plataforma bem no meio do lançamento, e aí o custo não é mais o do vídeo, é o da mídia parada.

Quando vale pagar o mais caro

Nem todo imóvel justifica produção grande. A pergunta que resolve é simples: quanto vale uma venda a mais e quantas pessoas essa peça precisa convencer.

Empreendimento com dezenas de unidades e ticket alto paga a produção com uma venda. Imóvel avulso de ticket baixo, com pressa de anunciar, pede outra coisa: uma peça enxuta, bem iluminada e rápida.

O erro caro não é escolher o mais barato. É escolher o mais barato para o trabalho que precisava do mais caro, e vice-versa.

Se quiser ver o padrão de produção da MORS antes de pedir orçamento, o nosso trabalho está reunido no portfólio, filme por filme.

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