MORSMercado Conhecer a MORS →

MORS Mercado · Prática

Audiovisual

A foto do seu imóvel
está correta demais

Existe uma diferença entre registrar um imóvel e apresentar um imóvel. A primeira mostra tudo. A segunda faz alguém querer visitar.

Gabriel Mors
Gabriel Mors Fundador da MORS · Arquiteto de marcas que dominam o mercado 25 de setembro de 20268 min de leitura
Sala de apartamento decorado com iluminação quente no fim da tarde
Mesmo ambiente, horários diferentes, resultados diferentes.

A maior parte das fotos de imóvel no Brasil é tecnicamente correta e comercialmente inútil.

Estão em foco, mostram o ambiente inteiro, têm resolução suficiente. E não provocam nada em quem vê. O comprador passa o dedo, olha oito imagens em dez segundos e segue para o próximo anúncio.

O motivo é simples e pouco discutido: essas fotos foram feitas para documentar, não para convencer. São registro, como a foto de um contrato.

Documentar e apresentar são trabalhos opostos

Quem documenta quer mostrar tudo. Abre a lente ao máximo, coloca a câmera no meio do cômodo e aperta. O resultado é um ambiente que aparece inteiro e não parece com nada.

Quem apresenta escolhe. Decide o que entra, o que fica de fora, de onde se olha e em que hora do dia. A foto passa a ter um ponto de vista, e ponto de vista é o que cria desejo.

Mostrar tudo é a forma mais rápida de não mostrar nada. A decisão de compra nasce de três imagens, não de trinta.

As quatro decisões que mudam tudo

1. A hora

Luz é o insumo principal e o único que não se compra. Um apartamento com janelas para o poente fotografado às nove da manhã é outro imóvel, mais frio e mais apagado, do que o mesmo apartamento às cinco da tarde.

Por isso a primeira pergunta de uma produção séria não é sobre equipamento, é sobre orientação solar. Saber para onde a janela dá define o horário da diária, e o horário define metade do resultado.

2. A altura da câmera

Câmera na altura dos olhos de quem fotografa deixa o ambiente comum. Um pouco mais baixa, perto da altura de quem está sentado, o pé direito cresce e a sala respira.

É um ajuste de trinta centímetros que separa a foto que parece anúncio de classificado da foto que parece revista.

3. O que fica de fora

Tomada aparente, fio de televisão, cesto de roupa, adesivo na geladeira, reflexo do fotógrafo no espelho. Nada disso aparece em foto boa, e tudo isso aparece na maioria das fotos de imóvel.

Tirar não é esconder defeito. É a mesma coisa que arrumar a casa antes da visita: ninguém chama isso de mentira.

4. A ordem

A sequência das imagens conta uma história ou destrói uma. A ordem que funciona imita a visita: a chegada, o ambiente principal, a vista, os quartos, o detalhe que impressiona e o entorno.

A ordem que estraga é a do cartão de memória, que é a ordem em que o fotógrafo andou pelo imóvel, quase sempre começando pelo lavabo.

O que o comprador procura e quase nunca encontra

Sobre tratamento de imagem, e até onde ele pode ir

Existe uma linha entre valorizar e enganar, e ela é bem definida na prática.

Corrigir cor, alinhar linhas tortas, equilibrar a luz entre o interior e a janela, tirar um fio do chão: isso é acabamento, e é o mínimo de um trabalho profissional.

Trocar o céu, apagar um poste da vista, aumentar o cômodo na distorção da lente ou remover o prédio vizinho: isso é criar um imóvel que não existe. A conta chega na visita, com o comprador irritado e o corretor perdendo a tarde.

Foto boa reduz visita ruim. Foto mentirosa aumenta visita ruim e destrói confiança na primeira conversa.

Quando a foto não é o problema

Se o imóvel está vazio, sem decoração e sem nenhum sinal de vida, nenhuma fotografia salva. Ambientes vazios parecem menores e mais frios, e o comprador não consegue imaginar a própria rotina ali.

Nesses casos, o caminho é outro: decorado, ambientação simples com poucos elementos, ou imagem gerada mostrando o potencial, sempre com aviso claro de que é uma simulação.

undefinedundefined

Quantas fotos são suficientes

Existe uma crença de que quanto mais imagens, melhor o anúncio. Na prática acontece o contrário: acima de um certo número, cada foto a mais reduz a força das primeiras.

O comprador não estuda o anúncio, ele passa o dedo. Vinte e cinco fotos de um apartamento de dois quartos garantem que ele veja o banheiro de serviço com a mesma atenção que a sala, e isso não ajuda ninguém.

Um conjunto que funciona tem de dez a quinze imagens, nessa lógica: uma que apresenta, três que constroem desejo, seis que informam e duas que situam o imóvel na vizinhança.

Anúncio não é inventário. Se a foto não responde nada e não provoca nada, ela está ocupando o lugar de uma que faria isso.

Quem fotografa muda o custo e muda o resultado

Existem três caminhos no mercado, e cada um serve a um momento diferente.

O erro caro é contratar produtora para fotografar estoque de giro e mandar o corretor fotografar o lançamento no celular. Os dois acontecem com frequência, e os dois custam dinheiro de formas diferentes.

Na MORS, a produção de imagem do imóvel começa com uma visita técnica que só decide duas coisas: de onde se fotografa e a que horas. O resto é execução.

Raio-X MORS

Seu tour está filtrando ou só enfeitando?

No Raio-X a gente olha onde cada peça sua entra na jornada do comprador e o que ela deveria estar resolvendo. Sem custo nesta fase.

Pedir o Raio-X →