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O perfil do empreendimento
não é um álbum de obra

Abrir um perfil para o lançamento é decisão de dois minutos que gera trabalho por dois anos. Vale quando existe o que dizer, e custa caro quando não existe.

Gabriel Mors
Gabriel Mors Fundador da MORS · Arquiteto de marcas que dominam o mercado 25 de setembro de 20268 min de leitura
Equipe analisando o perfil do Instagram da MORS em uma televisão e em um notebook
O perfil é vitrine e é atendimento. Quase sempre só cuidam da vitrine.

Todo lançamento abre um perfil. Quase nenhum decide antes o que aquele perfil precisa resolver.

O resultado é previsível: as primeiras semanas têm arte de lançamento e frases de expectativa, depois entram fotos da obra, e em três meses o perfil vira um registro cronológico de concreto.

Concreto não vende apartamento. Vende para quem já comprou e quer acompanhar, o que é útil, mas não é venda.

As duas funções que o perfil tem, e a segunda ninguém cuida

A primeira função é vitrine: mostrar o produto para quem ainda não conhece.

A segunda é atendimento. Quem viu o anúncio, ficou interessado e quer saber se a empresa é séria entra no perfil antes de preencher qualquer formulário. Ele não está procurando conteúdo, está procurando sinais de que aquilo existe de verdade.

O comprador não avalia a qualidade do seu conteúdo. Ele avalia se a sua empresa responde. Perfil parado com arte bonita é pior do que perfil simples e ativo.

O que publicar antes das chaves

O erro de pauta é achar que só existe obra para mostrar. Existe muito mais, e tudo responde alguma dúvida de compra.

O entorno

Quem compra na planta compra um bairro que ainda vai existir. Mostrar o que já está ao redor, a padaria, a escola, o parque, o caminho até o trabalho, é conteúdo de venda direto, não é enchimento.

As decisões de projeto

Por que a torre foi posicionada daquele jeito, por que a varanda tem aquela profundidade, por que o hall fica onde fica. Isso separa o empreendimento do vizinho e dá ao corretor argumento para usar.

As pessoas

O engenheiro na obra, o arquiteto explicando uma escolha, o corretor respondendo a pergunta que mais recebe. Rosto humano é o que faz um perfil institucional parecer uma empresa e não um panfleto.

As dúvidas reais

Financiamento, prazo, valor de condomínio estimado, o que está incluso. São as perguntas que o time comercial responde dez vezes por dia, e cada uma delas é uma publicação que trabalha sozinha.

Frequência honesta é melhor que frequência prometida

Combinar três publicações por semana e entregar duas nas primeiras semanas, uma no mês seguinte e nada depois é pior do que combinar uma por semana e cumprir.

O algoritmo penaliza pouco esse abandono. Quem penaliza é o comprador, que entra, vê a última publicação de quatro meses atrás e conclui que o projeto esfriou.

Quando não vale abrir perfil

Existem casos em que o perfil próprio é trabalho sem retorno, e reconhecer isso economiza dinheiro.

Nesses casos, o caminho é usar o perfil da incorporadora ou da imobiliária, que acumula histórico e reputação em vez de recomeçar a cada produto.

O que fazer com o perfil depois das chaves

Esse é o ponto que quase ninguém planeja, e é onde está o maior desperdício.

O perfil chega na entrega com seguidores que são moradores, vizinhos e gente que acompanhou. É a melhor prova social que a incorporadora pode ter para o próximo lançamento, e normalmente é abandonado.

O caminho é transformar o conteúdo: de expectativa para vida real. Morador contando como é morar ali, área comum em uso, a vizinhança que se formou. Isso alimenta o próximo empreendimento com uma credibilidade que nenhum anúncio compra.

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O que fazer com quem comenta pedindo preço

Toda publicação de imóvel recebe a mesma pergunta nos comentários, e a resposta padrão do mercado é a pior possível: chama no direto.

Essa resposta transfere trabalho para o cliente e some com a informação que outras cinquenta pessoas queriam ver. Quem perguntou às vezes chama, e quem só estava olhando vai embora sem saber de nada.

Responder o preço publicamente assusta menos do que parece. Filtra quem não tem perfil, poupa o time de conversas que não iam a lugar nenhum e passa uma impressão de transparência que o mercado imobiliário raramente passa.

Anúncio e perfil não se substituem

Existe uma confusão cara entre presença e mídia. Perfil ativo não gera demanda sozinho, e campanha não constrói confiança sozinha.

O anúncio leva a pessoa até você. O perfil responde a pergunta silenciosa que vem logo depois: essa empresa existe mesmo, entrega mesmo, responde mesmo? Quando um dos dois falta, o outro trabalha com metade da força.

Quando a MORS faz gestão de redes com função comercial, a pauta sai das perguntas que o time de vendas mais recebe, porque é ali que está o conteúdo que encurta a decisão.

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