MORS Mercado · Prática
AssessoriaQuanto custa uma agência
de marketing imobiliário?
Ninguém publica preço nesse mercado, e tem motivo. O que dá para publicar é como o preço se forma, para você comparar proposta sem comprar gato por lebre.
É a primeira pergunta de toda reunião, e quase sempre a mais mal respondida: quanto custa contratar uma agência de marketing imobiliário.
Quem pergunta quer um número. Quem responde sabe que o número sem contexto não significa nada, e que dizer um valor solto é a forma mais rápida de ser comparado com algo completamente diferente.
Então vamos pelo caminho útil: não o preço, que varia, mas a mecânica que forma o preço. Com ela na mão você consegue olhar três propostas e enxergar qual delas está cobrando pelo mesmo trabalho.
Os três modelos de cobrança
Praticamente toda agência do mercado trabalha com uma combinação destes três formatos. Entender em qual deles a proposta está é o primeiro filtro.
- Por projeto. Um escopo fechado com começo e fim: a identidade visual de um empreendimento, o filme de lançamento, o site. Preço definido antes, entrega definida antes. É o formato mais fácil de comparar entre fornecedores.
- Mensal, ou assessoria. A agência assume frentes contínuas: conteúdo, campanha, atendimento ao lead, produção recorrente. Você não compra uma peça, compra uma operação rodando todo mês.
- Por entrega avulsa. Demanda pontual, cobrada por item. Serve para quem já tem estrutura e precisa só de um reforço específico.
A confusão nasce quando alguém compara um projeto fechado com uma mensalidade. São coisas diferentes: uma tem fim, a outra é custo permanente de operação. Comparar os dois pelo número é comparar a compra de um carro com a conta de combustível.
Projeto você compra uma vez. Assessoria você mantém. Confundir os dois é a origem da maior parte das frustrações com agência.
O que faz o preço subir
Dentro de qualquer um dos três modelos, quatro coisas movem o valor para cima ou para baixo.
- Quantas frentes estão incluídas. Só tráfego pago é uma conta. Marca, audiovisual, site, tráfego, CRM e estrutura comercial operando juntos é outra, porque é outro tamanho de equipe.
- Se tem produção audiovisual dentro. Esta é a maior variável isolada. Campanha sem produção é gestão de mídia. Com produção, entram equipe em campo, equipamento, deslocamento e pós-produção.
- O volume. Uma imobiliária com carteira grande precisa de peça para muitos imóveis todo mês. Uma incorporadora com um lançamento precisa de muito trabalho concentrado em pouco tempo. São esforços diferentes.
- Quem responde pelo resultado. Agência que entrega material e vai embora custa menos que agência que entra na operação comercial e é cobrada pelo lead atendido. O segundo é mais caro porque assume mais risco.
Por que quase ninguém publica tabela
Não é mistério nem jogo de vendas. É que o mesmo pedido pode significar trabalhos muito diferentes.
Dois clientes pedem filme de lançamento. Um tem o decorado pronto, a marca aprovada e o roteiro aceito na primeira conversa. O outro ainda não decidiu o nome do empreendimento, não tem identidade visual e vai aprovar roteiro com três sócios que discordam entre si. É a mesma entrega no papel e um trabalho de tamanho completamente diferente.
Agência que publica preço fixo para esse tipo de serviço costuma estar vendendo o cenário mais simples, e cobrando o resto depois como adicional.
Como comparar propostas de verdade
Pegue as propostas que você tem na mesa e responda, para cada uma, as mesmas perguntas. Onde as respostas forem diferentes, os preços não são comparáveis.
- Quais frentes estão dentro do valor e quais são cobradas à parte.
- Quantas peças saem por mês, em quais formatos, e o que acontece se precisar de uma a mais.
- Quem produz o audiovisual: a própria agência ou um terceiro contratado por fora.
- Quantas rodadas de ajuste estão previstas antes de virar custo extra.
- Quem fica responsável pelo lead depois que ele chega: a agência, você, ou ninguém.
- O que acontece com o material produzido se o contrato acabar.
A última pergunta derruba mais proposta do que as outras cinco juntas.
Como a MORS trabalha
A MORS é uma assessoria de marketing com produtora dentro. Isso muda a conta de dois jeitos: não existe fornecedor intermediário na produção audiovisual, e a mesma equipe que define a estratégia é a que grava, edita, sobe a campanha e acompanha o lead chegando no CRM.
O trabalho é organizado em nove frentes que sustentam uma à outra, e o cliente entra pela frente onde está o gargalo. Não existe pacote único obrigatório, porque imobiliária com carteira e incorporadora em lançamento não precisam da mesma coisa.
A conversa de preço começa sempre no mesmo lugar: o que está travando a venda hoje. Sem isso, qualquer número é chute, inclusive o nosso.
O que costuma ficar de fora da proposta
Boa parte da diferença entre dois orçamentos parecidos está no que não foi escrito. Estes são os itens que mais aparecem depois, como adicional.
- Deslocamento e diária de equipe para captação fora da cidade sede da agência.
- Licenciamento de trilha e de imagem de banco. Música que parece de graça costuma ter uso limitado e vence.
- Verba de mídia. Em quase todo contrato o dinheiro dos anúncios é separado do serviço da agência. Confundir os dois é o erro de leitura mais comum.
- Peças extras fora do combinado. O lançamento sempre pede uma arte a mais na véspera. Vale saber quanto custa antes da véspera.
- Hospedagem do site e domínio. Pequeno no valor, grande na dor de cabeça se ninguém assumir.
Mensalidade barata que sai cara
Existe um padrão fácil de reconhecer: a proposta mais barata entrega volume de postagem e nada mais. É barata porque não tem estratégia antes nem acompanhamento comercial depois, e postagem sozinha não move estoque.
O contrário também existe. Proposta cara com dezenas de entregas que você não vai usar infla o valor sem melhorar o resultado. O teste é simples: peça para o fornecedor explicar o que cada item da lista resolve na sua venda. O que ele não conseguir explicar, você não precisa comprar.
